sábado, 4 de outubro de 2008

amar demais

Ai depressa, depressa
uma folha, um caderno
para desatar o que me vai no peito
agora tão tarde na noite me deito
na cama que era nossa, mas não me ajeito

Pois que em ti me envolvia
assim não aqueço
Pois se meu pecado foi te amar demais,
que a paixão não deixei morrer
por isso tenho agora por castigo não te poder ter

Ah, louca doida o que fazes?
se já não vês e o sabes
Proibida de amar como farei?
A dor a arder no peito
Oh amor que castigo
sigo meu destino
como alma penada entre as gentes
neste mundo sem sentido

sábado, 27 de setembro de 2008

the story of who i am

all across the ocean blue

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Visualizar




Elevar acima da dôr


permite-nos alcançar um imenso horizonte


só possivel num estado de tristeza


e contacto connosco próprios


que requer solidão e muita atenção


aos nossos ruídos interiores.


Permite-nos visualizar como somos


de uma forma única e verdadeira


como até então não havíamos experimentado.


Isto faz-nos mudar ou crescer


como não poderíamos ter imaginado antes.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Jantar

jantar com amiga de infância...
poucas coisas serão melhores que isto
afecto verdadeiro, amizade saudável
bem querer recíproco

domingo, 20 de abril de 2008

"a minha Beirute"

Caramel é delicioso
Retratos das vidas de mulheres unidas pela amizade, tendo em comum o amor, a dor, a desilusão, tudo espartilhado numa sociedade cheia de tradições, preconceitos e tabus.
Procuram o mesmo que todos nós, a felicidade, ou pelo menos algo que se assemelhe.
A história tem como expoente máximo o facto de se desenrolar num cabeleireiro, num país em que as mulheres (ainda!?) usam Burka! Num desnovelar dos seus sentimentos, preocupações e desejos, rodando à volta de um conceito muito original de doce/amargo, representado pela forma como usam caramelo para fazer depilação, um misto de beleza/dôr.
Retratos de algumas de nós, ou pelo menos uma faceta de nós num qualquer intervalo de tempo.



Caramel
Caramel Em Beirute, cinco mulheres cruzam-se regularmente num salão de beleza, um microcosmos colorido onde várias gerações se encontram, falam e trocam segredos.
Layale é a amante de uma homem casado, que espera que ele deixe a mulher.
Nisrine é muçulmana e vai casar-se em breve mas já não é virgem e teme a reacção do marido.
Rima é atormentada pela atracção que sente por mulheres e vive ao ritmo das visitas de uma bela cliente de cabelos longos.
Jamal recusa-se a envelhecer. Rose sacrificou a sua vida para tratar da irmã mais velha.
No salão, os homens, o sexo e a maternidade estão no centro das suas conversas íntimas e liberais, entre cortes de cabelo e depilação com caramelo.
Realização: Nadine Labaki
Com: Nadine Labaki, Yasmine Al Masri, Joanna Moukarzel, Gisèle Aouad, Adel Karam, Siham Haddad, Aziza Semaan, Fatme Safa, Dimitri Staneofski, Fadia Stella, Ismaïl Antar
Site oficial: Caramel
Género: Comédia/ Romance
Distribuição: Atalanta Filmes
Classificação: M/12
Líbano, 2007
95 min
Data de estreia: 6 de Março de 2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

cisne


Não é um renascer
é um recomeçar
com muito de diferente
mas contando com o que já tenho

domingo, 13 de abril de 2008

fazer o levante


não era para todos

sentíamo-nos uns pequenos heróis

corajosos na nossa investida contra as ondas

certos de que o mar estava connosco

e não contra nós

meio entre o domínio, o ligeiro e frenético receio

e a excitação de fazer o levante

pequenos senhores da onda

onda, que podia sempre uma vez ou outra

enrolar-nos no seu turbilhão de água e areia

mas, o maior medo era e foi sempre

o de conseguir sair

quinta-feira, 13 de março de 2008

Caramel

fui ao cinema, ver um filme mto bonito... nada de paixões
muito real
levei imenso tempo a escolher uma bolsinha rendada, muito coquete...havia várias, foi dificil decidir qual trazer, qual era a mais bonita que condizia comigo
não sabia para que a comprar, não precisava dela... só sabia que a queria, tanto, tanto
não sabes o que pensei colocar lá dentro,
nem em quem pensei....
apenas sei, que depois do filme, ao retirar da mala o porta-moedas de lantejoulas, "roubado" à filha, para pagar o livro que escolhi na livraria, o achei... bizarro

e... tantas outras coisas.... mas não estás
custa-me crer que foste dormir sem mim... como podes, como consegues, não sabes que eu não durmo??
que há 3 dias tinha 15 anos, anteontem 16, ontem 17....vais deixar-me chegar aos 20?
torturas-me, hoje não me dizes que o meu cabelo é bonito
viste-me toda no primeiro dia... eu só agora me começo a ver

quarta-feira, 12 de março de 2008

aceitar

tanto esforço, energia e tempo
tudo só para te calar cá dentro
que dores tão grandes
que dores maiores
para me assumir
aceitar e não mais me debater

segunda-feira, 10 de março de 2008

monserrate


D.Baptista

a letra e musica que me anda na cabeça...

Ai Senhor das Furnas
Que escuro vai dentro de nós!
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
E rogar a Deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão.

Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialecto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais.

E do resto entender mal Soletrar,
assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz.

Ai Senhor das Furnas
Que escuro vai dentro de nós!
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de lezíria
De boca em boca passando o saber
Com os provérbios que ficam na gíria.

De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira A
gita-se a solidão cá no fundo
Fica-se sentado à soleira
A ouvir os ruídos do mundo
E entendê-los à nossa maneira.

Carregar a superstição
De ser pequeno ser ninguém
E não quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vem

a dôr

e não sei o que doeu mais
a perda ou o impacto da vida
como implosão no interior do meu peito
é isto? nascer, é isto?

domingo, 9 de março de 2008

klimt


e de repente a explosão de côres
a atingir-me violentamente
o interior a debater-se numa agitação frenética
a dôr a crescer, e eu ali estava
de frente para mim
abandonei-me à dôr e vi
o que sempre temi
vi-me a mim, a mim

sábado, 8 de março de 2008

nu senso

e pensar fazer como outros
e achar que se consegue, e não há mal algum
fácil pensar
difícil conseguir
e não mal algum
mas como desligar a mente
soltar o corpo
sentir a emoção, sem o sentimento

sexta-feira, 7 de março de 2008

os mistérios da alma

os sons suaves, surdos, estridentes, que insistimos em ignorar
as palavras que recusamos entender
o instinto que abafamos cá dentro
com tanta força, tanta força
até o caos se instalar e recusar a abandonar-nos
enquanto não escutarmos os múrmurios da alma